Quando o NFC é a escolha certa para inventário?
Quando você vai até o item e precisa ter certeza de qual deles está olhando. Para contar muitos itens de uma vez e a distância, é a tecnologia errada por completo, e um código impresso sai mais barato onde quer que o rótulo continue limpo e legível.
Onde ele acerta
Quando alguém já está diante do item de qualquer jeito, para manutenção, inspeção, separação de pedidos ou conserto. O toque não custa nada a mais numa visita que já ia acontecer.
Quando o rótulo vive em condições que destroem o impresso: óleo, abrasão, tinta, intempéries, limpeza. Um chip sob uma superfície durável sobrevive ao que a impressão não aguenta.
Quando não há linha de visão, porque uma tag é lida através de uma tampa, de um saco ou de uma camada de sujeira que impediria a leitura de uma câmera.
E quando o registro tem de ser certo. Um toque identifica um item sem ambiguidade, enquanto uma pessoa lendo um número pode trocar dois dígitos de lugar.
Onde ele erra
Contar uma sala. O NFC lê uma tag no contato, então contar cem itens quer dizer cem toques deliberados e cem deslocamentos.
Ler na passagem por um portal ou por uma porta. É para isso que existe outra tecnologia de rádio, em outra frequência, e nenhum tamanho de tag ou leitor muda isso.
Rastrear movimentos sem uma pessoa. Uma tag não informa nada sozinha, então todo registro exige que alguém chegue e toque.
Qualquer coisa vendida com a promessa de visibilidade automática. O NFC lhe dá pontos de controle onde as pessoas já vão, e nada entre eles.
Contra um código impresso
Um código não custa nada para produzir, não precisa de chip e funciona com qualquer câmera. Essa é uma posição forte, e ela ganha onde quer que o rótulo continue limpo e visível.
O NFC ganha onde o rótulo não continua limpo, onde não há linha de visão, onde luvas e ângulos difíceis atrapalham mirar uma câmera, e onde o identificador tem de ser regravável.
Ele também ganha em certeza com pouca luz, já que um toque funciona no escuro e uma câmera não.
Muitas instalações usam os dois no mesmo rótulo, o que custa pouco e encerra a discussão por completo.
Decidir com honestidade
Pergunte se alguém vai até o item. Se ninguém vai, o NFC não registra nada e o projeto é sobre outra tecnologia.
Pergunte o que destrói rótulos no seu ambiente, porque esse é o argumento mais forte a favor de um chip, e ele é mensurável e não teórico.
Pergunte para que a contagem serve de fato. Auditar o inventário do ativo imobilizado uma vez por ano é um problema diferente de saber os níveis de estoque hora a hora.
E faça primeiro o orçamento de um código impresso. Se ele resolver, é a resposta mais barata, e saber disso antes de começar vale mais que um piloto que prove isso tarde demais.
Perguntas frequentes
O NFC consegue contar um armazém inteiro depressa?
Não. Ele lê uma tag no contato, então contar quer dizer ir até cada item. A contagem em massa a distância é outra tecnologia.
O NFC é melhor que um código de barras?
Onde os rótulos se sujam, onde não há linha de visão, ou onde a luz é fraca. Um rótulo limpo e visível sai mais barato com impressão.
Preciso de leitores especiais?
Os celulares servem para leituras ocasionais. Um volume alto num ponto fixo fica mais confortável com um leitor dedicado.
Uma tag consegue registrar quando um item se move?
Não. Uma tag é passiva e não informa nada, então todo registro vem de alguém que chega e toca.