Um crachá funciona sem cobertura de rede?
O crachá sempre é lido, porque um toque é uma troca local de centímetros e não precisa de rede nenhuma. O que falha é a consulta por trás dele, e um pavilhão com milhares de pessoas carregando celular é exatamente o ambiente em que a cobertura desaba.
O crachá nunca é o problema
Ler um crachá é uma troca entre um leitor e um objeto a um centímetro de distância. Ela não envolve rede, nem sinal, nem infraestrutura.
Então um crachá que não faz nada num pavilhão sem cobertura foi lido perfeitamente. O que falhou foi a pergunta que o leitor fez depois.
Essa distinção importa porque ela direciona a investigação para o sistema e não para os crachás, e porque é essa a falha que para um evento.
Por que os pavilhões são o pior caso
Um pavilhão de feira concentra milhares de pessoas com celular num espaço atendido por poucas estações da rede móvel. Uma cobertura adequada com o pavilhão vazio piora muito quando ele enche.
As redes sem fio do local ficam com frequência sobrecarregadas pela mesma razão, e muitas vezes dão prioridade ao tráfego das empresas expositoras sobre todo o resto.
Os pavilhões também são construídos de aço e concreto, que atenuam o sinal vindo de fora.
E o pior momento é a primeira hora, quando o pavilhão enche, todo mundo chega de uma vez e todos os leitores estão ocupados ao mesmo tempo.
Leitores que funcionam sem conexão
A exigência é que um leitor consiga decidir, ou pelo menos registrar, sem perguntar nada no momento do toque.
Na entrada, isso quer dizer guardar uma cópia local de quem pode entrar, atualizada quando a conexão permitir.
Na presença e na captação de contatos, quer dizer registrar o identificador localmente com a data e a hora e sincronizar depois. Nada precisa ser decidido no momento do toque.
A captação de contatos é o caso mais fácil e o que mais vezes é construído do jeito errado, porque a empresa expositora não precisa dos dados do visitante na hora. Registrar o identificador basta.
O que perguntar a um fornecedor
O que acontece numa porta quando a conexão cai, em termos exatos. A resposta separa um sistema projetado para pavilhões de um sistema demonstrado num escritório.
Por quanto tempo um leitor consegue operar sem conexão, e o que ele faz quando o armazenamento local enche.
Como a sincronização trata o mesmo crachá registrado duas vezes, coisa que vai acontecer.
E se o balcão de credenciamento consegue atribuir crachás sem conexão, já que um balcão que não consegue é um balcão que para no momento em que a rede do local para.
Perguntas frequentes
O crachá precisa de sinal para ser lido?
Não. O toque é uma troca local de centímetros, então o crachá é lido de qualquer jeito. É a consulta por trás dele que precisa de conexão.
Posso pôr os dados do participante no crachá em vez disso?
Isso elimina a consulta e cria um problema de privacidade, já que qualquer pessoa que toque num crachá em uso lê esses dados. Um leitor capaz de funcionar sem conexão é a resposta melhor.
A rede sem fio do local basta?
No horário de pico, com frequência não, já que ela é compartilhada com milhares de participantes e empresas expositoras. Planeje como se ela não estivesse disponível na primeira hora.
E se um leitor registrar o mesmo crachá duas vezes?
Vai registrar, então a sincronização tem de tratar as duplicatas. Pergunte como antes do evento em vez de descobrir nos dados depois.