Minha tag só funciona de vez em quando
Falhas intermitentes têm assinatura, e identificar do que a falha depende nomeia a causa. Depender da posição quer dizer mira ou uma vizinha. Depender do aparelho quer dizer margem fina. Depender do tempo, funcionar e depois não, quer dizer dano mecânico, que é o que não se recupera.
Ache do que ela depende
Intermitente não quer dizer aleatório. Faça vinte toques e anote o que mudou entre os acertos e as falhas.
Varie uma coisa por vez: onde o celular é posto, qual celular, por quanto tempo ele é segurado, e se a tag foi muito usada desde a última vez que funcionou.
A variável que prevê a falha é o diagnóstico. Sem ela você está mudando coisas ao acaso, que é como falhas intermitentes consomem tardes.
Depende da posição
Se o acerto depende de exatamente onde o celular fica, a sobreposição entre as duas antenas está no limite.
Causas: uma tag pequena, um celular cuja bobina não está onde você presume, uma capa grossa, ou uma superfície de montagem que absorve parte do campo.
Outra tag por perto é a que as pessoas não percebem. Uma segunda tag dentro do campo do celular concorre, e qual das duas responde depende de milímetros. Veja se há uma tag embaixo da que você enxerga, ou um cartão bancário atrás da superfície.
Soluções: uma tag maior, um alvo impresso para que as pessoas mirem, ou afastar a tag da vizinha.
Depende do aparelho
Se ela sempre funciona num celular e raramente em outro, a margem é fina em vez de a tag estar defeituosa.
O celular que falha tem um campo mais fraco, uma bobina posta em outro lugar, ou uma capa. A tag está na borda do que essa combinação consegue fazer.
Essa é a falha que se esconde durante o teste, porque o teste costuma acontecer no melhor celular disponível.
Soluções: uma tag maior, uma posição de montagem melhor, e validar no pior aparelho em vez do melhor.
Depende do tempo
Se ela funcionava de forma confiável e agora funciona de vez em quando, e nada na posição nem no celular mudou, suspeite de dano mecânico.
A solda entre chip e antena fatiga com flexão repetida e depois faz contato só às vezes. Um cartão no bolso de trás é o caso clássico.
Essa é a importante, porque ela não se recupera e piora. Uma tag se comportando assim deve ser substituída em vez de investigada mais a fundo.
A confirmação é simples: uma tag idêntica que não foi flexionada, testada na mesma posição no mesmo celular, é lida normalmente.
Confira também se algo mudou em volta de uma tag instalada. Uma peça de metal acrescentada por perto, uma placa nova em cima dela, ou uma segunda tag aplicada por cima transformam uma tag confiável numa intermitente sem tocar nela.
Perguntas frequentes
Pode ser a tag piorando devagar?
O chip não degrada com a leitura, então uma tag que funcionava e agora hesita é um caso mecânico e não de desgaste. Ler não consome nada.
Por que segurar o celular por mais tempo ajuda?
Porque a troca precisa de tempo, e uma mensagem maior precisa de mais. Um toque curto demais para completar a leitura parece uma tag intermitente.
A bateria baixa afeta a leitura?
Os modos de economia mudam o comportamento do aparelho em alguns celulares, que é um sintoma do lado do celular e não uma falha da tag. Teste com o celular carregado para descartar isso.
Vale tentar consertar uma tag intermitente?
Não vale, depois que o dano mecânico é provável. Uma tag custa centavos e uma intermitente em serviço vai falhar de novo no pior momento.