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Os participantes podem trocar contatos encostando os crachás?

De crachá para crachá, nunca. Os dois são objetos passivos sem energia própria, então nenhum consegue alimentar ou ler o outro. O que funciona é cada pessoa ler o crachá da outra com o celular, o que exige um destino que não peça nenhum aplicativo.

Por que de crachá para crachá não funciona

Uma tag não tem bateria. Ela é alimentada pelo campo que um leitor produz, e não produz campo nenhum por conta própria.

Dois crachás encostados são dois objetos esperando ser alimentados, sem nada para alimentá-los. Nada acontece, e nada pode acontecer.

Vale dizer isso com todas as letras, porque a expectativa é comum e a demonstração que as pessoas imaginam é impossível, e não apenas não suportada.

E por que de celular para celular também não

Os celulares conseguem produzir um campo, então esperar isso de dois celulares é mais razoável. O modo que permitia que eles trocassem dados encostando um no outro foi retirado das plataformas.

O que resta é um celular agindo como leitor e o outro como cartão: é assim que o pagamento funciona, e isso não é uma troca de uso geral entre duas pessoas.

Então uma troca entre participantes encostando celulares também não é algo com que se possa contar.

O que funciona

Cada pessoa lê o crachá da outra com o próprio celular. O crachá guarda um endereço, o celular o abre, e a página oferece os dados da outra pessoa.

São dois toques em vez de um gesto, e isso funciona hoje nos celulares que as pessoas carregam.

A troca tem uma direção só por toque, o que é honesto: cada pessoa escolhe ler a outra, e o consentimento é explícito dos dois lados.

Uma empresa expositora com um leitor fornecido é o mesmo padrão com equipamento melhor, e é por isso que a captação de contatos funciona de forma confiável enquanto a troca entre participantes parece desajeitada.

Projetar a troca

Ponha um endereço da web no crachá, e não um registro de contato, para que o destino não exija aplicativo nenhum e possa ser mudado.

Decida o que a página mostra antes do consentimento. Um crachá que revela o número de celular de alguém a qualquer pessoa que toque nele num pavilhão lotado é uma falha de privacidade, e não um recurso.

Um padrão melhor é uma página que identifica a pessoa o mínimo possível e propõe a conexão, com os dados trocados depois que as duas concordarem no sistema do evento.

E diga aos participantes como isso funciona, na inscrição e no próprio crachá. Uma troca que ninguém conhece não acontece, e uma troca que as pessoas entendem mal produz reclamações.

Perguntas frequentes

Por que dois crachás encostados não fazem nada?

Os dois são passivos e nenhum produz campo, então não há nada para alimentar o outro. É impossível, e não apenas não suportado.

Dá para encostar dois celulares em vez disso?

O modo que permitia isso foi retirado das plataformas. O que resta é um celular lendo e o outro emulando um cartão.

Um registro de contato no crachá é melhor?

Não. Ele congela os dados, os expõe a qualquer pessoa que toque no crachá, e não pode ser mudado. Um endereço é mais seguro e mais flexível.

A página deve mostrar um número de telefone?

Não antes de as duas pessoas concordarem. Um crachá usado num pavilhão lotado pode ser lido por qualquer pessoa que esteja perto.